Durante este período muita coisa mudou, transformou-se e/ou desapareceu.
Transformações são necessárias, nos atentam para sair da zona de conforto. Confesso que há muito tempo não pegava o papel e uma caneta para expressar as reflexões e angustias que permeiam a vida de uma jovem de 24 anos, professora de História no país das desigualdades econômicas, sociais e políticas.
Escutando Gilberto Gil senti a necessidade de retornar, nem que fosse para desabafar o tanto de pensamentos que são recorrentes no meu dia-a-dia, o que a realidade e as relações fazem-nos guardar e por muitas vezes forçar o esquecimento para evitar insônias.
Para começar o registro deixo um dos poemas que este ano se fez muito presente nesta trajetória que conhecemos como vida:
Nada é impossível de mudar
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Bertolt Brecht